domingo, 25 de outubro de 2009
Amor é o que preciso para passar a me enxergar verdadeiramente.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.
No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.
Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.
Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.
Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.
Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.
Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.
Patativa do Assaré
quarta-feira, 19 de agosto de 2009

VIVER AGORA
Viver agora!
O amanhã? Nem sei se existe!
Até lá estarei velho, esquecido...
e não posso e nem quero
enterrar assim o desejo, a alegria.
Amanhã o passado poderá querer me algemar
à armadilha do compromisso.
O ontem? Coisas de arqueólogo...a desenterrar múmias doentias,
contaminadas de vícios, pecado e medo.
Viver agora!
O ontem? Cheira a mofo, coisas perdidas.
O ontem aniquila o hoje, o que poderia ter sido...
Viver agora!
O amanhã é imponderável, sugere rugas, desânimo, doença.
Viver agora!
Hoje o trovão me aquece
amanhã me assustará
Hoje a aventura me excita
amanhã evitarei improvisos
Quantos instantes, belos, breves,perdemos para o amanhã?
Viver agora!
Hoje me proponho viver criando um poema
amanhã poderei criar a morte
que agora não existe.
Estarei contando histórias
que não terei vivido.
Agora eu não preciso da esperança!
Tenho a vida, é minha! A vida, de graça!
Posso viver. Viver agora!
(Onivaldo Paiva)
terça-feira, 18 de agosto de 2009

Serenata
"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"
Cecília Meireles
terça-feira, 11 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
pensando alto...
Sentir falta não de alguem especifico, mas alguém pra estar junto, te olhando e te beijando sem parar dizendo que ama vc.
Acho q a gnt sente falta sim de muitas pessoas que fizeram parte do nosso passado nem q seja a pessoa q vc conheceu em uma noite, mas é q aquele momento foi tão bom que vc se apega à ela.
Acho que um dos motivos q temos por sentir falta de ter alguém é pq a gnt não aguenta mais ficar sozinho só com nós mesmos. É chato vc querer dizer palavras bonitas pra alguém e ter apenas o papel ou as paredes pra te escutarem. Sim, nós temos que nos amar para sermos amado, para sermos agradavel ao outro. Mas e depois que nos amamos?E aih?
E aí q seilah...talvez as pessoas sentem isso de alguma forma e vc vai estar tão seguro de si q vai ser facinho conquistar alguem. Quando nos amamos,amamos o mundo,nos aceitamos e somos capazes de qualquer coisa,temos certeza do que queremos pq ficamos seguros com nós mesmos.
É, isso faz sentido...
Somos uma especie de imã energetico que se estamos opostos nao atraimos ninguém. Ou talvez pq não é seu momento agora. É normal, isso é fase.
É tão bom estar com alguém que tenha segurança de si mesmo pq ela não se atira no chão pra vc fazer oq quiser com ela e qndo alguem é assim não é legal,realmente. Pessoas seguras de si mesmas sabem oq querem e ensinam o outro a ser alguem melhor, a ensina a amá-la (isso se ensina?) pq ama a si e tende a mostrar as qualidades que tem para conquistar a pessoa amada.
Depois de amar a si mesmo, a pessoa vai procurar alguem pro bem dela e nao uma qualquer. Isso não faz sentido? Vai procurar quem a faz bem e q a veja como única pq eh assim que ela se sente,certo?
A boca da pessoa q se ama é de ouro, não tem pra qualquer um. Só quem tem a chave vai abrir seu coração e ela vai se entregar de cabeça nessa paixão. Tem coisa melhor?Se entregar pra paixão sem medo... mesmo sabendo q corre o risco de quebrar a cara,mas a vida é assim. Estamos sempre quebrando a cara e aprendendo. É o famoso "se fudendo e aprendendo".
E depois que está com alguém há o compartilhar, o se autoconhecer, o aprender com o outro e as sonecas de conchinha. Dois tornam-se um só.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Em Paris - João Paulo Cuenca


